Visitas ao museu...Momentos especiais...

O Museu de Paleontologia de Marília recebe diariamente visitas de várias escolas de Marília e de toda região,além do público em geral, são momentos especias, a busca de conhecimento e troca de informações. Recentemente no dia 11 de abril de 2011, completou 18 anos que o Paleontólogo William Nava, coordenador e responsável pelo museu encontrou o primeiro fóssil na nossa região,após diversas análises feitas por William e o professor Antonio Celso de Monte Alto,descobriu-se que a parte do fóssil encontrado era a parte do osso da cintura pélvica (púbis) do Titanossauro. A partir desta data não parou mais de pesquisar.
Venha nos visitar também! Grupos de visitantes e escolas agendem seus horários. Público em geral o horário de funcionamento é segunda a sexta das 9h as 18h.







Divulgação de Fósseis recentes.


Assistam ao link da UFRJ sobre a divulgação de fósseis achados no Brasil, feita recentemente pela Academia Brasileira de Ciências.


Veja as novidades do Museu de Paleontologia

Conheça novos fósseis da epoca dos dinossauros divulgados  dia 16 de março na ABC Academia Brasileira  de Ciencias no Rio de Janeiro e saiba sobre o lagarto fóssil apresentado pelo paleontólogo William Nava, coordenador do Museu de Paleontologia de Marília SP. Acesse o link abaixo.




                        Maxila do Brasiliguana prudentis, pequeno lagarto do  Cretáceo Superior


           


                     Willian Nava apresenta o fóssil e o boletim da ABC onde o artigo foi publicado.

                                 Reconstituição de Brasiliguana prudentis, feita por Ezequiel Vera.


http://www.abc.org.br/article.php3?id_article=1084
http://cienciahoje.uol.com.br/noticias/2011/03/novidades-na-fauna-pre-historica-brasileira/#

Palestra "Fósseis da Região de Marília e sua Importância para a Paleontologia Brasileira"

O potencial turístico de Marília é grande, muito grande


Foi com estas palavras que o palestrante Sergio Alex, pesquisador do Museu Nacional do Rio de Janeiro, abriu o encontro da manhã de 29 de Novembro no auditório da biblioteca municipal de Marília, onde o tema central foi a paleontologia e as descobertas feitas em Marília por William Nava.
Alex teve a preocupação em mostrar aos presentes o processo que segue um fóssil a partir do momento que é retirado do sítio. No caso o exemplo utilizado foi o crânio do Maríliasuchus, encontrado e escavado por Nava aqui na região em 1998 , por isso mesmo foi batizado com este nome. 
Depois de retirada boa parte das rochas que envolviam o fóssil, o crânio foi enviado para o Rio de Janeiro para estudos. Alex teceu grandes elogios ao material e o classificou, do ponto de vista científico, entre os três melhores exemplares encontrados no Brasil até o momento devido a boa preservação dos ossos fossilizados e a perícia de Nava, em conseguir retirar do sítio, sem danificar ou perder partes importantes.
No laboratório o crânio passou por uma série de sessões de tomografia, permitindo a produção de inúmeras imagens tridimensionais e o estudo mais apurado sobre hábitos alimentares, capacidade de locomoção, acuidade visual e outros detalhes que dão uma noção geral sobre a vida deste animal ancestral.
Utilizando recursos de computação gráfica foi possível reproduzir a forma do animal e esta réplica está em exposição no Museu de Paleontologia de Marília.
Alex destacou que entre os museus instalados pelo mundo, pesquisas apontam que os de paleontologia são os que mais despertam o interesse popular e científico, o que acaba sempre provocando um grande fluxo de pessoas e fomentando o turismo.
Para ele, Marília está entre as cidades que tem um tesouro fantástico e pode explorar bem mais a temática dinossauros como forma de atrair públicos diferenciados de diversas partes do país e do mundo. “Poucas cidades no mundo podem contar com o trabalho de um pesquisador local, poucas cidades têm a chance de encontrar fósseis praticamente no quintal, e Marília tem o diferencial da tenacidade e motivação do William Nava, além dos próprios sítios de pesquisa estarem bem próximos. É possível aliar as visitas ao museu com as visitas em campo e fazer girar a roda da economia em cima desta temática”, ele comentou.
Com o lançamento da novela pela Rede Globo, que tem como tema central a paleontologia e as descobertas feitas em Marília, a cidade vai se tornar o centro das atenções e todos os segmentos podem ganhar muito com isso.
A equipe do Museu Nacional contou com a presença dos professores Sérgio Alex, ex-diretor do Museu Nacional do Rio de Janeiro, do prof. Alexander Kellner e da profª. Luciana Carvalho, que fez sua tese de doutorado sobre o Mariliasuchus. Também estiveram presentes mais 5 alunos, mestrandos da universidade, que tiveram nesta expedição realizada em Marília o seu primeiro contato com grandes escavações. 
Dois grandes blocos de pedra foram levados para o Museu Nacional. Foram retirados em local próximo a região do Rio do Peixe, após 3 dias intensos de trabalho e muito calor. Começa aqui um novo ciclo de tomografias, desenhos gráficos de computador, retirada de excesso de rocha e terra. Dentro do bloco, uma nova surpresa aguarda os pesquisadores que encontraram fortes indícios de possibilidade de haver mais um crânio e fósseis articulados para novos estudos.
O encontro foi encerrado por volta do meio dia e o trabalho de Nava foi muito elogiado por todos os pesquisadores. 
Por estas e por outras razões, Marília está entre as cidades com forte potencial turístico. Representando a prefeitura municipal estavam presentes a Secretária de Turismo e Cultura Iara Pauli, o Secretário da Indústria e Comércio, Romildo Raineri e o Secretário de Assuntos estratégicos Divino Donizete de Castro. 
Fonte: Ivan Evangelista Jr.

Dinossauro de Marília vira tema de Novela Global

Após eles aparecerem na novela “Os Mutantes” da Record, os dinossauros estarão de volta, desta vez na próxima novela das sete da Rede Globo. A trama, que ainda não tem nome, terá locações em Marília. “Lá se encontram ossadas de 90 milhões de anos. A história é de humor, mas baseada em situações reais” diz o autor, Walcyr Carrasco. Walcyr, que conhece bem a nossa região, explica o motivo da escolha por dinossauros: “Eles encantam pessoas de todas as idades, despertam a imaginação. Minha história também vai estimular o interesse científico”. 
O autor escolheu a cidade de Marília para gravar seu novo folhetim, devido à enorme riqueza paleontológica da região. 
Marília já ganhou as páginas de jornais e revistas, inclusive no exterior, por causa das pesquisas científicas com os dinossauros, num trabalho de grande importância de Willian Nava, paleontólogo e coordenador do Museu de Paleontologia de Marília, onde se encontram fósseis de dinossauros descobertos na região. Com informações do Jornal “O Globo” e “Jornal da Manhã

Reportagem do Globo News sobre as descobertas de fósseis de Dinossauros em Marília

Fósseis descobertos na região de Marília


Mariliasuchus amarali

Mariliasuchus amarali foi um pequeno réptil com características de crocodilo, que viveu no Período Cretáceo Superior.
Medindo até 1 metro de comprimento, possuía cranio e rostro altos, hábitos terrestres, e dieta alimentar bastante variada: herbívora, onívora, insetívora, carnívora e eventualmente necrófaga.
A presença de narinas externas terminais e órbitas laterais, indicam hábitos menos anfíbios, além de um número menor de dentes que as formas aquáticas.
Na região de Marília, seus fósseis muitas vezes são encontrados articulados, mostrando que quase não sofreram transporte, ou seja, o ambiente onde viviam deveria ser composto por rios de baixa energia, planícies e lagoas temporárias, que se originavam do acúmulo de águas de chuvas. Associados aos restos de Mariliasuchus são achados também ovos e coprólitos do mesmo réptil, escamas, dentes e restos ósseos de peixes, e restos de anfíbios.
Os estudos feitos com esses fósseis, e por analogia com espécimes encontrados no Maranhão e no Ceará, na Argentina e Uruguai, e também Nigéria, Malawi, Camarões e Ilha de Madagascar na Àfrica, permitiram concluir que de fato a América do Sul e a Àfrica estiveram unidas por um longo período, tempo esse em que a fauna pôde se desenvolver até quando começou a haver a separação dos continentes, fato que deve ter afetado muito a vida dos animais e das plantas, exigindo uma adaptação às mudanças de clima, de vegetação que devem ter provocado a extinção de muitas espécies, e a sobrevivência de outras.

Adamantinasuchus navae


Adamantinasuchus navae é o fóssil de um crocodilo terrestre encontrado em rochas com 90 milhões de anos. Trata-se de um dos mais raros fósseis já descobertos no Brasil, possuindo detalhes anatômicos bem preservados de seu crânio, coluna vertebral e membros locomotores.

Crânio articulado ao esqueleto 


Esqueleto pós craniano de Adamantinasuchus, mostrando excelente grau de preservação. 


Bacia Bauru: berço de Adamantinasuchus

Durante a abertura do Oceano Atlântico, a separação continental conduziu à formação deuma ampla área intracontinental deprimida, na qual se depositaram sedimentos de rios e lagos temporários em uma condição climática quente e seca. Estes depósitos de sedimentos, transformados em rochas, são atualmente conhecidos como Formação Adamantina, a qual dá nome ao novo gênero de crocodilo Adamantinasuchus.
A espécie Adamantinasuchus navae  é uma homenagem ao professor e paleontólogo William Nava, cuja contribuição ao conhecimento dos fósseis do município de Marília, tem sido de grande relevância para a Paleontologia brasileira.
As rochas desta região apresentam uma grande variedade de fósseis do período Cretáceo.


Adamantinasuchus navae possuía crânio alto e curto, típicos de uma nimal terrestre. Seus dentes indicam uma dieta bastante variada que incluía insetos, carnes e vegetais.

Reconstituição do Adamantinasuchus, um dos menores crocodilos fósseis já encontrados no Brasil

Importância  do fóssil
Adamantinasuchus navae, pequeno crocodilo de pouco mais de 50 cm de comprimento, mostra aspectos bastante intrigantes de sua morfologia craniana e do esqueleto. Um dado que chama a atenção são seus dentes, com incisivos pontiagudos projetados frontalmente e molares semelhantes aos dos mamíferos, características incomuns entre os crocodilos. Era um animal de hábitos onívoros, assim como Mariliasuchus amarali, outra espécie de crocodilo de pequeno tamanho encontrado em rochas da região. Análises realizadas até o momento  apontam que esses animais poderiam escavar o solo em busca de alimentos, como fazem os suínos atualmente.
O esqueleto de A. navae exibe ossos das pernas alongados e retos, bem maiores que os ossos dianteiros, possibilitando uma postura mais ereta e adequada a percorrer grandes distâncias.

Vários exemplares praticamente articulados e bem preservados de Adamantinasuchus foram descobertos na região.  Provavelmente  esses animais costumavam se abrigar na areia ou lama quando os corpos d'água secavam. Era uma  forma de resistir aos rigores ambientais daquele época, já que o clima extremamente quente tornava a região muito árida, com longos períodos de seca, alternados por  inundações rápidas que os surpreendiam ainda em vida, provocando seu soterramento.
A Bacia Bauru tem revelado importantes achados de crocodilos fossilizados nos últimos anos, tanto no oeste do estado de S. Paulo quanto no Triângulo Mineiro (MG) mas até o momento fósseis atribuídos a essas espécies  restringem-se à esta região, indicando uma fauna peculiar em relação á outras áreas sedimentares. O estudo desses fósseis tem contribuído para esclarecer muitos aspectos relativos à evolução desse grupo  e sua extinção juntamente com os dinossauros, durante o período Cretáceo.

 Reconstituição da região há milhões de anos, com crocodilos e dinossauros.


NOBRE, P.H. & CARVALHO, I.S. 2006.

Adamantinasuchus navae: A new Gondwanan Crocodylomorpha (Mesoeucrocodylia) fron the Late Cretaceous of Brasil. Gondwana Research, v. 10, nº 1, p. 370-378

Fotografias: Felipe Vasconcellos, Thiago Marinho e Ivan Evangelista Jr.
Maquetes e desenhos: Pepi
Designer gráfico: Diogo Batista

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